Hydro suspende fornecimento de água potável para comunidade atingidas em Barcarena


(foto: MAM)

(foto: MAM)

Lideranças de comunidades impactadas pelo vazamento de rejeitos de lama vermelha da refinaria Hydro Alunorte, em Barcarena, no Pará, denunciaram, aos membros da força-tarefa do Ministério Público Federal e Estadual, que a empresa parou de fornecer água potável às comunidades.

A reunião com os procuradores e promotores foi realizada na última segunda-feira (30). Segundo informações do Ministério Público Federal (MPF), a suspensão ocorreu após a abertura de inquérito policial para analisar informação de que a água distribuída em caminhões-pipa pela empresa apresenta contaminação por metais pesados, segundo laudo da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Estado do Pará (Sespa).

Os promotores e procuradores solicitaram à Sespa análises de amostras da água de poços e dos sistemas de abastecimento das residências das comunidades atingidas e de quem mora no entorno do Polo Industrial de Barcarena.

Conforme nota técnica da secretaria, foi confirmada a presença de metais pesados inclusive na água fornecida por carros-pipa. A empresa foi notificada para que paralisasse o fornecimento de água imprópria à população.

Eduardo Cravo, membro da direção da Associação Quilombola de Burajuba, relata que mais uma vez a empresa “trata as comunidades com desrespeito”. Segundo ele, a empresa distribui, em média, três garrafões para uma família de três pessoas, por semana. A água é destinada para beber e preparar os alimentos, como complemento que é distribuída em caminhão-pipa, para tomar banho e no uso outras tarefas domésticas. O dirigente denuncia que, além da questão da água, as famílias estão totalmente desassistidas e sem nenhum apoio para a geração de renda.

A Hydro Alunorte, em nota, justificou que a interrupção na distribuição de água potável em caminhões-pipa segue notificação do Ministério Público. A empresa informou ainda que manterá a distribuição de água mineral para as comunidades de Burajuba, Vila Nova e Bom Futuro.

De acordo com informações do Ministério Público Federal (MPF), promotores e procuradores de justiça lamentaram a interrupção do fornecimento de água de forma brusca e do modo a entender que o próprio Ministério Público teria motivado tal ação, quando na verdade solicitou a suspensão da entrega de água contaminada, não da água potável. (pulsar/brasil de fato)

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