Greve geral: motoristas, metroviários e ferroviários de São Paulo vão parar na sexta(14)


(foto: Roberto Parizotti/CUT)

Trabalhadores no setor de transporte coletivo urbano devem aderir em peso à greve geral convocada para a próxima sexta-feira (14) contra o projeto de “reforma” da Previdência. Em plenária realizada nesta segunda-feira (10), com entidades ligadas a várias centrais, os sindicatos de motoristas, metroviários e ferroviários confirmaram que as categorias vão parar durante 24 horas em São Paulo. Apenas esses três modais somam perto de 18 milhões de passageiros por dia. Outras capitais e regiões também participarão. Bancários, metalúrgicos e professores, entre outros, também confirmam presença na paralisação nacional, além dos estudantes.

“Se não respeitar e não negociar com a classe trabalhadora, este país certamente vai parar”, afirmou o presidente interino do Sindicato dos Motoristas de São Paulo, Valmir Santana da Paz, o Sorriso, anfitrião do encontro, na região central da capital. “Estamos preparando uma luta para enfrentar um governo que é anti-trabalhador. Jamais vamos aceitar reforma sem diálogo. Não pode ser para tirar do pobre e dar para o rico”, acrescentou. Apenas os ônibus urbanos transportam, em média, 10 milhões de passageiros por dia.

Durante a plenária, vários dirigentes manifestaram preocupação com a adesão de outras categorias à greve geral, temendo certo “isolamento” do setor de transporte, sempre visado pelas empresas e autoridades. Representantes das centrais garantiram participação geral.

“Estamos assumindo a nossa parte nessa responsabilidade”, observou o coordenador do Sindicato dos Metroviários, Wagner Fajardo. “Por mais multas que nos apliquem, não conseguem nos calar, destruir nossa organização.” No caso dessa categoria, o presidente da federação nacional, Celso Borba, informou que haverá paralisação também no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Pernambuco e Piauí.

Diretor-executivo da Intersindical, Manoel Rosa afirmou que a greve é um “recado” ao Congresso, no sentido de que aqueles que votarem contra os trabalhares não serão reeleitos, como aconteceu com o ex-deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), relator da “reforma” trabalhista. Derrotado nas urnas, ele foi levado por Bolsonaro para assumir a Secretaria Especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Bancário há 37 anos, Manoel disse ainda que o sistema de capitalização, defendido pelo ministro Paulo Guedes, “é uma ilusão que só oferece risco ao trabalhador”. E Atnágoras Lopes, da CSP-Conlutas, acrescentou que a greve é também por educação pública de qualidade e contra o desemprego. (pulsar/rba)

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