Grandes empresas alimentícias causam graves impactos socioambientais no interior do Brasil


(foto:racismoambiental)

Pescadores atingidos por usina Trapiche em Pernambuco.(foto:racismoambiental)

Comunidades tradicionais do interior do Brasil estão sendo destruídas por grandes corporações da indústria alimentícia. A pesquisa divulgada pela campanha ‘Por Trás das Marcas’ revelou que empresas como a Coca-Cola e a PepsiCo possuem nos bastidores de seus produtos denúncias graves de violação de direitos humanos, invasão de territórios indígenas e impactos socioambientais.

A campanha é uma iniciativa mundial da Oxfam e foi realizada por pesquisadores da Papel Social. O estudo apresentados sobre a cadeia produtiva do açúcar no Brasil constatou que a Usina Trapiche, fornecedora de açúcar da Coca-Cola e PepsiCo, tem causado sérios danos às comunidades tradicionais de Barra de Sirinhaém, sul de Pernambuco.

De acordo com a Agência Pública, a usina expulsou até o momento cinquenta e três famílias que viviam em dezessete ilhas na região. A área é utilizada pela empresa para escoar um liquido tóxico resultante do processo de produção do açúcar, conhecido como vinhoto.

A comunidade pescadora, apoiada pela Pastoral da Terra, entrou com uma ação na justiça em 2006 solicitando a criação de uma reserva extrativista para preservar a fauna marinha e permitir a sobrevivência dessas famílias. O processo judicial ainda não foi concluído. Segundo a Agência Pública, a Usina tem uma forte ligação com políticos do estado, o que dificulta o andamento da ação.

Além de Pernambuco, outro estado que sofre as consequências da extração irregular de açúcar para a Coca-Cola é o Mato Grosso do Sul. Apesar das denúncias de invasão da aldeia Jatayvary por plantações de cana-de-açúcar da Usina Monte Verde, unidade produtora de etanol da Bunge, nada foi feito para impedir que a empresa continuasse a utilizar o território indígena para lucro próprio.

O principal objetivo da campanha ‘Por Trás das Marcas´é exigir que as dez maiores empresas do segmento alimentício se responsabilize também pela cadeia de fornecimento dos seus produtos.(pulsar/agência pública)

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