GM afirma que não irá rever demissões em massa no polo de São José dos Campos


Tentativa de acordo entre Sindicato dos Metalúrgicos e General Motors (foto: Reinaldo Marques/SindMetal)

Tentativa de acordo entre Sindicato dos Metalúrgicos e General Motors (foto: Reinaldo Marques/SindMetal)

Encontro realizado na sexta-feira (10) entre representantes dos metalúrgicos de São José dos Campos, General Motors (GM), governo federal e estadual termina  com montadora afirmando que não vai rever todas as 687 demissões realizadas no mês de dezembro.

A direção da empresa informou que pode considerar apenas os casos de funcionários com direito a estabilidade e em período pré-aposentadoria. Segundo o diretor da GM, Luiz Moan, a redução no número de postos de trabalho será compatível com o número de trabalhadores excedentes na região.

 Durante a reunião foram apresentados dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Cadeg), do governo federal, que desmentiram o discurso da montadora de que mesmo com as demissões o saldo de geração de emprego foi positivo. O levantamento revelou que entre janeiro de 2012 e dezembro de 2013, a GM fechou mais de mil e duzentos postos de trabalho no Brasil.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José do Vale do Rio Preto, Antônio Ferreira de Barros, os dados comprovam que a General Motors descumpriu o acordo firmado com o governo Dilma de gerar empregos em troca de isenções fiscais. Barros destacou que o governo federal precisa tomar uma medida urgente.

Na próxima terça-feira (14), haverá uma nova audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15º região, em Campinas,  entre  sindicato e montadora. Os representantes dos metalúrgicos  continuam a exigir a anulação das demissões indevidas. (pulsar/rede brasil atual)

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