Fiscais do trabalho querem cumprimento da pena para mandantes de chacina


Impunidade dos mandantes da chacina de Unaí aponta distorções do Judiciário e causa protestos desde 2004 (foto: Wilson Dias/ABr)

Impunidade dos mandantes da chacina de Unaí aponta distorções do Judiciário e causa protestos desde 2004 (foto: Wilson Dias/ABr)

O Sinait, sindicato nacional dos auditores fiscais, lançou por meio de sua delegacia de Minas Gerais uma campanha para pressionar os desembargadores do Tribunal Regional Federal da primeira Região (TRF1) para que os condenados pela chacina de Unaí sejam efetivamente presos. Executores receberam sentença em 2013 e cumpriram ou cumprem sentença, mas os mandantes, julgados e condenados em 2015 ainda recorrem em liberdade.

O crime aconteceu em 28 de janeiro de 2004, na área rural de Unaí, cidade mineira próxima de Brasília. Em uma estrada, foram mortos a tiros os fiscais Eratóstenes de Almeida Gonsalves (Tote), João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista Ailton Pereira de Oliveira.

O último dos réus foi condenado em novembro de 2015: o empresário Hugo Alves Pimenta, apontado como intermediário, recebeu sentença de 96 anos de prisão, que caiu para pouco mais de 47 anos em razão de acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Os irmãos Norberto e Antério Mânica, fazendeiros acusados de serem os mandantes, receberam condenação de quase 100 anos cada, mas recorreram em liberdade, por serem primários.

Antério foi prefeito de Unaí por dois mandatos, pelo PSDB. Outro condenado pela Justiça Federal de Minas foi o empresário José Alberto de Castro, também apontado como intermediário dos assassinatos. Eles querem anulação das sentenças e novo julgamento.

A delegacia do Sinait em Minas lançou petição eletrônica no Avaaz para colher assinaturas e pressionar os desembargadores do TRF1, em Brasília.

Em janeiro, representantes do Sinait se reuniram com o presidente do Tribunal, Hilton Queiroz, para discutir o assunto. Os recursos estão na Quarta Turma, sob responsabilidade do desembargador Cândido Ribeiro. (pulsar/rba)

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