Fazendeiros reagem à oferta de 78,5 milhões por terras indígenas no MS


(foto: Ruy Sposati)

Indígenas lutam pela demarcação de terras no MS (foto: Ruy Sposati)

Mais de 78 milhões de reais. Este foi o valor total apresentado pelo Ministério da Justiça para indenização de 30 propriedades que incidem sobre a Terra Indígena Buriti. Localizadas no município de Sidrolândia, no Pantanal do Mato Grosso do Sul, as propriedades somam 15 mil hectares. Para os fazendeiros, o valor é pouco.

A avaliação foi apresentada no dia 7 de janeiro, na primeira reunião da mesa de negociação sobre terras indígenas do Mato Grosso do Sul, em Brasília. Proprietários de terra e indígenas estiveram presentes.

Para Ricardo Bacha, ex-deputado estadual e proprietário da fazenda Buriti, onde foi assassinado Oziel Terena em maio de 2013, o valor oferecido não serve. Ao fazendeiro e sua família, donos de quatro propriedades que incidem sobre a terra indígena, foram oferecidos mais de 10 milhões de reais.

Luiz Henrique Eloy, advogado do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e indígena Terena, explica que os valores avaliados estão acima do valor comum praticado nos processos de demarcação de terras indígenas. De acordo com Eloy, se os fazendeiros tentassem vender essas terras, jamais conseguiriam alcançar o valor oferecido pelo Ministério da Justiça.

No próximo dia 17, o governo disponibiliza o detalhamento de cada item das áreas avaliadas. Os fazendeiros terão prazo de 10 dias para apresentarem eventuais questionamentos sobre a demarcação. (pulsar)

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