Falha no judiciário permite que réus do Massacre de Felisburgo respondam em liberdade pelo crime


Adriano Chafik foi condenado pelo Massacre de Felisburgo (foto: mídia ninja)

Adriano Chafik foi condenado pelo Massacre de Felisburgo (foto: mídia ninja)

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou na madrugada desta sexta-feira (11) o fazendeiro Adriano Chafik Luedy e o pistoleiro Washington Agostinho da Silva pelo assassinato de cinco camponeses do Movimento Sem Terra (MST). O crime ocorreu no acampamento Terra Prometida, no município de Felisburgo, em novembro de 2004.

Após quinze horas de julgamento, o juiz Glauco Eduardo Soares Fernandes anunciou a condenação de 115 anos de prisão para Chafik e de 97 anos e seis meses para o seu capataz, Wahington Agostinho da Silva. No entanto, os réus poderão recorrer em liberdade à sentença, pois são beneficiados de uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os outros dois acusados de participar do massacre, Francisco de Assis Rodrigues de Oliveira e Milton Francisco de Souza, serão julgados no dia 23 de janeiro de 2014 no mesmo Fórum Lafayette, em Belo Horizonte.

Em nota o MST lamentou as brechas existentes no sistema judiciário brasileiro que favorecem a impunidade de poderosos. O Movimento dos Sem Terra ainda declarou que a justiça só será feita com a prisão e desapropriação da fazenda Nova Alegria.

O ataque aos camponeses do acampamento Terra Prometida ficou conhecido como ‘Massacre de Felisgurgo’. A chacina ocorreu na fazenda Nova Alegria, em 2004, que era ocupada por integrantes do MST. O atentado resultou em cinco mortes, vinte feridos e na destruição de uma escola e vinte e sete tendas. (pulsar/mst)

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