Exploração do gás de xisto pode causar graves danos ao meio ambiente


Manifestação contra o leilão de xisto. (Fotos: Samuel Tosta - apn)

Manifestação contra o leilão de xisto. (Foto: Samuel Tosta – apn)

O impacto ambiental causado pela exploração do gás de xisto foi o principal motivo do protesto contra a 12ª Rodada de Licitações de petróleo e gás da Agência Nacional do Petróleo e Gás e Biocombustível (ANP) que ocorreu quinta-feira (28), na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

A manifestação foi promovida pelo Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio (Sindipetro-RJ) e alertou para os graves danos ao meio ambiente que a exploração do gás de xisto pode causar, principalmente com relação a água.

O xisto encontra-se armazenado em rochas e não em bacias sedimentares como o gás convencional. A técnica de extração do gás chamada de fraturação hidráulica, precisa da injeção de toneladas de água misturadas a produtos químicos que geram fissuras nas rochas. Segundo ambientalistas, esta técnica é muito perigosa pois pode ocasionar vazamento e contaminação de aquíferos de água doce.

De acordo com o diretor do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella, a principal preocupação é com o aquífero Guarani, uma das maiores reservas subterrâneas de água doce do mundo, que abrange oito estados brasileiros e três países. Cancella disse que um documento será enviado às embaixadas da Argentina, Paraguai e Uruguai para alertar a respeito dos riscos por trás do empreendimento.

Ao todo 240 blocos para exploração de gás em terra serão leiloados até hoje (29) pela Agência Nacional de Petróleo e Gás e Biocombustíveis (ANP). O leilão ocorre um mês depois primeiro leilão do pré-sal, do campo de Libra, pelo qual o governo obteve um bônus de assinatura de R$ 15 bilhões, além de mais de 40% do excedente do petróleo extraído. (pulsar/apn)

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