Estupros refletem banalização da violência sexual contra mulheres


(foto: EBC)

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Em relatório intitulado O Estado dos Direitos Humanos no Mundo em 2016-2017, a Anistia Internacional afirma que o governo brasileiro é incapaz de “respeitar, proteger e cumprir os direitos humanos de mulheres e crianças”. O documento lembrou de dois casos de estupros coletivos ocorridos no Rio de Janeiro no ano passado.

Segundo Luanna Tomaz, professora da Universidade Federal do Pará (UFPA) e coordenadora do programa de atendimento a vítimas de violência da universidade, a violência sexual é banalizada no país.

Para a advogada Leila Linhares, integrante da comissão da Organização dos Estados Americanos (OEA) que fiscaliza a implementação da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, os abusos sexuais contra as mulheres têm origem nos tempos da escravidão, e o machismo se intensifica na medida em que elas vêm ganhando direitos e autonomia nos últimos anos.

Para Linhares, o aumento dos casos, além da maior denúncia feita pelas mulheres, corresponde também a uma reação de um machismo extremo, violento, contra a ascensão social das mulheres.

Segundo dados do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), publicado em 2016, uma mulher foi estuprada a cada 11 minutos em 2015. (pulsar/rba)

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