Estudo aponta alto índice de insegurança alimentar entre os quilombolas


(foto: fabio oliveira)

(foto: fabio oliveira)

Mais da metade dos adultos quilombolas estão em situação de insegurança alimentar no Brasil. Os dados estão no estudo Quilombos do Brasil: Segurança Alimentar e Nutricional em Territórios Titulados, lançado na última quinta-feira  (20) pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

A publicação apresenta a pesquisa sobre a situação alimentar e nutricional em comunidades quilombolas e o acesso delas a serviços e programas governamentais, além do perfil socioeconômico das famílias e comunidades.

Entre crianças e adolescentes, 41,1 por cento da população estudada estão na mesma situação de insegurança alimentar. Quando analisada por regiões, a maior taxa é encontrada no Baixo Amazonas (79,1 por cento), e a menor em comunidades do Semiárido (15,9 por cento). O estudo também engloba o nordeste paraense, com 43 por cento das crianças vulneráveis, o norte maranhense (45,7 por cento), o norte Semiárido (31,7 por cento) e o Centro-Sul (18 por cento).

O estudo afirma que o quadro vivenciado pelo Baixo Amazonas é gravíssimo quando se constata que a cada cinco residências, quatro têm crianças com carência alimentar – fome. Ainda segundo a pesquisa, as regiões nordeste paraense, norte maranhense e norte Semiárido têm frequências elevadas, e no Semiárido e Centro-Sul os valores são expressivamente mais baixos.

A coleta em campo foi realizada em 2011, em  55 municípios de quatorze estados. Foram visitados 97 territórios quilombolas, nos quais vivem 40 mil 555 pessoas, em 9 mil 191 domicílios distribuídos em 169 comunidades. O levantamento leva em conta as comunidades que receberam o título de posse coletiva da terra, entre 1995 e 2009, e também apresenta dados sobre o estado nutricional das crianças menores de cinco anos. (pulsar)

*Informações Agência Brasil

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