Encontro de povos do cerrado reforça diversidade de bioma ameaçado


(foto: Paulo Ellery/Creative Commons/Flickr)

(foto: Paulo Ellery/Creative Commons/Flickr)

Quilombolas, sertanejos, indígenas, quebradeiras de coco, camponeses, extrativistas, ribeirinhos, pescadores, brejeiros, raizeiros. O Encontro dos Povos e Comunidades do Cerrado vai reunir, do dia 27 a 30 de setembro, toda a diversidade das populações do cerrado na cidade de Balsas, interior do estado do Maranhão.

O objetivo do encontro é destacar a importância do bioma, que ocupa um quarto da extensão territorial do Brasil, e que está ameaçado pelo agronegócio. Entre agosto de 2013 e julho de 2015, o ritmo de desmatamento do cerrado foi cinco vezes mais rápido que na Amazônia: um milhão e 900 mil hectares devastados.

A escolha do município de Balsas é simbólica: a cidade é responsável por dez por cento da produção nacional de soja e também é considerada a sede da região do MATOPIBA, que compreende os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — a área tem recebido diversos incentivos do governo para a expansão da fronteira agrícola.

O encontro vai ressaltar também a pluralidade dos povos do cerrado, com espaços para troca de experiências das comunidades.

No último dia do evento, as entidades organizam a primeira edição da Romaria Nacional do Cerrado.

A romaria é uma iniciativa da Comissão Pastoral da Terra (CPT) em conjunto com outras entidades como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Cáritas, Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais (MPP), e outros. As entidades esperam ao menos 700 pessoas. (pulsar/brasil de fato)

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