Em três dias, dois comunicadores foram assassinados no México


Violência contra jornalistas (imagem: reprodução)

Violência contra jornalistas (imagem: reprodução)

Os comunicadores Aurelio Campos e Agustin Pavia Pavia foram assassinados entre os dias 15 e 17 de setembro, engrossando as estatísticas de assassinatos ligados à comunicação no México. Aurelio era repórter e diretor do semanário El Gráfico, da Serra Norte do estado de Puebla, e Agustin era professor, advogado e locutor da rádio comunitária Tu Un Ñuu Savi em Huajuapan de León, no estado de Oaxaca.

Segundo a Comissão Investigadora de Atentados a Jornalistas, da Federação Latino-Americana de Jornalistas (Ciap-Felap), somente neste ano, 13 comunicadores foram mortos no país.

Diversas organizações classificam o México como um país “não livre” para exercer o jornalismo e a defesa dos direitos humanos. A Federação de Associações de Jornalistas Mexicanos (Faparmex), o Clube da Imprensa e a Felap-México indicam que, desde 1983, aconteceram 252 crimes contra a liberdade de imprensa e expressão, dos quais 222 foram contra jornalistas, oito contra trabalhadores de imprensa, 13 contra familiares, três contra amigos de jornalistas e três contra acompanhantes de jornalistas.

Para Emmanuel Colombié, responsável pelo escritório da organização internacional Repórter Sem Fronteiras da América Latina, o “México está se tornando um cemitério de jornalistas“.

Segundo a Ciap-Felap, 30 jornalistas e trabalhadores da comunicação foram assassinados em seis países da região somente neste ano: 13 no México, sete na Guatemala, quatro em Honduras, quatro no Brasil, um em El Salvador e um na Venezuela. (pulsar/brasil de fato)

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