Em quatro meses bancos fecham mais de 3 mil postos de trabalho


(foto: reprodução)

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Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), divulgada nesta quarta-feira (25), mostra que o setor eliminou 3 mil  283 postos de trabalho de janeiro a maio.

Ao todo foram 17 mil 314 demissões e 14 mil e 31 contratações no período. O resultado não foi pior porque a Caixa Econômica Federal teve saldo de mil 433 vagas. Os dados constam do estudo feito em parceria com o Departamento Intersindical de Pesquisas Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Dezessete estados apresentaram saldos negativos. Os maiores cortes ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. O estado com maior saldo positivo foi o Pará, com criação de 121 vagas.

O presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, afirma que mesmo acumulando lucros bilionários, os bancos brasileiros, sobretudo os privados, continuam eliminando postos de trabalho em 2014, a exemplo dos últimos meses de 2013, o que não tem justificativa. Segundo Cordeiro, no ano passado, os seis maiores bancos: Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC tiveram um lucro acima da média, totalizando mais de 56 bilhões de reais.

A pesquisa mostra também que o salário médio dos admitidos nos cinco primeiros meses do ano foi de 3 mil 268 reais ante 5 mil 188 dos demitidos. Assim, os trabalhadores que entraram nos bancos receberam valor médio equivalente a 63% da remuneração dos que saíram. A média dos salários dos homens na admissão foi de 3 mil 749 reais enquanto a remuneração das mulheres ficou em 2 mil 792 reais, valor que representa 74,5% da remuneração de contratação dos homens. (pulsar/rba)

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