Em Curitiba, professores mantêm greve e Sindicato cria comissão para apurar agressões durante o protesto


(foto: APP-Sindicato)

(foto: APP-Sindicato)

Durante assembleia realizada na última terça-feira (5) os servidores da educação da rede pública do estado do Paraná decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado. A principal reivindicação da categoria é pelo cumprimento dos 13,01 por cento relativo ao Piso Salarial Profissional Nacional de 2015 que deveria ser aplicado desde janeiro deste ano.

A violação de direitos humanos que deixou cerca de 233 feridos entre professores e policiais na manifestação do dia 29 de abril contra a aprovação da lei que modifica a Paraná Previdência, também foi pauta da reunião.

Em entrevista à Pulsar Brasil, a secretária de finanças do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), Marlei Fernandes, disse que ações no Ministério da Justiça, na Procuradoria Geral da República, no Conselho Nacional de Justiça e no Ministério Público estão sendo encaminhadas para punir os responsáveis pelo comando do massacre. Segundo ela, o sindicato junto com a Defensoria Pública, a organização Terra de Direitos e advogados militantes formaram uma comissão para apurar o caso.

Na quarta-feira (6) uma audiência pública convocada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), em Brasília, ouviu as denúncias de pessoas que foram feridas durante os ataques no dia 29. Entre elas, o cinegrafista da TV Bandeirantes Luiz Carlos de Jesus, que foi atacado por um cachorro do Batalhão de Choque da Polícia Militar enquanto cobria a manifestação no Centro Cívico de Curitiba.

Com relação a aprovação do Projeto de Lei (PL) que promove mudanças no custeio da Paraná Previdência pela Assembleia Legislativa, Marlei afirmou que o sindicato vai encaminhar uma ação alegando ilegalidade. De acordo com a secretária, as sessões que ocorreram na Casa nos dias 27, 28 e 29 de abril não podem ter validade visto que a população foi impedida de entrar na Assembleia para acompanhar a votação.

Na manhã da próxima terça-feira (12) ocorrerá uma reunião entre os grevistas e o governo do estado na tentativa de um acordo entre ambas as partes sobre o cumprimento do piso salarial nacional. Uma mobilização da categoria está marcada para o mesmo dia. (pulsar)

 

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