É cada vez maior o número de mulheres refugiadas no Brasil, aponta Cáritas


Mulheres congolesas buscam refúgio em outros países (foto: UNHCR/ACNUR Américas)

Mulheres congolesas buscam refúgio em outros países (foto: UNHCR/ACNUR Américas)

O perfil dos refugiados e solicitantes de refúgio que chegam a São Paulo tem mudado, segundo levantamento divulgado na última quarta-feira (22) pela Cáritas, organização da Igreja Católica que trabalha com essa população. Entre as 3 mil 234 pessoas atendidas pela entidade em 2016, as mulheres representavam 36  por cento do total, mais do que o dobro dos 13 por cento registrados em 2013.

O diretor da Cáritas, padre Marcelo Maróstica, destaca que em 2013, era mais comum a chegada de homens sozinhos, solteiros, com a intenção de depois trazer a família. De acordo com o padre, esse é o perfil mais comum entre os africanos.

Porém, por uma série de fatores, incluindo o aumento do número de refugiados sírios, Maróstica disse que é cada vez mais comum a chegada de mulheres sozinhas ou acompanhadas dos filhos. O padre afirma que as mulheres estão vindo de países com conflito e guerra étnica, onde, geralmente, o homem vai para a guerra e morre, e a mulher se sente obrigada a defender a família e a sair do seu país.

Os estrangeiros que se sentiram obrigados a deixar a Síria foram o quarto grupo com mais atendimentos, entre as 63 nacionalidades que procuraram a Cáritas de São Paulo ao longo do ano passado. Em primeiro lugar estão cidadãos de Angola, seguidos pelos da Nigéria e da República Democrática do Congo.

Vem crescendo também o número de mulheres grávidas que chegam à organização. Em 2013, foram 10 gestantes; em 2015, 110; e, em 2016, 173. O número de mulheres que estavam com os filhos, mas sem um companheiro, ficou em 276 no ano passado. Em 2015, havia 202 mães nessa situação e, em 2013, 18. (pulsar)

*Informação da Agência Brasil

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