Documentário retrata luta de mulheres negras e indígenas


(foto: divulgação)

Em outubro do ano passado, Preta Ferreira compôs a música Minha Carne para o filme Tlazolteotle, de Carla Caffé, Eliane Caffé e Beto Amaral. Três meses depois, Minha Carne virou um documentário e ganhou um clipe para ampliar a voz que fala de “corpos precarizados” e sobre o papel da mulher na sociedade. “Mas o papel em que ela escolheu estar, escolheu ser”, explica a publicitária de 34 anos.

Preta é a terceira dos oito filhos da coordenadora do Movimento Sem Teto do Centro (MTSC), Carmem Silva. Foi nessa luta por moradia digna para famílias de baixa renda que a jovem formou sua militância negra e feminista, trabalhando pelo empoderamento das mulheres que fazem parte do movimento em relação aos direitos e acessos que lhes são negados, lembra.

Além de cantora, Preta é atriz e dirigiu Minha Carne ao lado da líder indígena Guarani da Aldeia do Jaraguá, em São Paulo, Sonia Barbosa (Ara Mirim), e de Tarsila Araújo, cineasta que trabalha com a inclusão das mulheres no audiovisual.

A história de Erika Hilton, mulher trans negra, que saiu da prostituição e se tornou uma das nove integrantes da Bancada Ativista, que chega à Assembleia Legislativa de São Paulo com quase 150 mil votos, está em Minha Carne. Assim como as trajetórias de outras mulheres que conseguiram fugir de padrões sociais e de beleza.

O lançamento do clipe será na Ocupação 9 de Julho, na região central de São Paulo, no dia 14 de março, quando se completa um ano da morte de Marielle Franco. O filme será lançado no fim do ano. (pulsar/rba)

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