Docentes da UFMG saem em defesa de reitores levados em operação da PF


PF levou reitores e ex-reitores em operação que investiga obras atrasadas de museu dedicado à anistia política. (foto: reprodução)

PF levou reitores e ex-reitores em operação que investiga obras atrasadas de museu dedicado à anistia política. (foto: reprodução)

O Sindicato dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco (Apubh) divulgou nota de solidariedade ao reitor Jaime Arturo Ramirez, à vice-reitora Sandra Regina Goulart Almeida e ex-reitores e ex-vice reitores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), conduzidos coercitivamente por integrantes da Polícia Federal na manhã da última quarta-feira (6), durante a operação chamada Esperança Equilibrista. De acordo com a direção da Apubh, o departamento jurídico da entidade foi colocado à disposição para prestar assistência e apoio aos professores que ocupam e ocuparam postos na reitoria da UFMG.

Para os dirigentes, a repetição de uma condução coercitiva de reitor e corpo diretivo de uma universidade, “similar ao ocorrido recentemente em Santa Catarina com consequências trágicas, nos preocupa sobremaneira”. Ainda segundo a nota, a entidade está atenta e não poupará esforços e ações para defender os seus professores e a universidade.

O deputado Rogério Correia (PT) já obteve aprovação, na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para realização de uma audiência pública em caráter de emergência para debater o tema.

Segundo a PF, o inquérito policial foi instaurado em março para investigar a obra inacabada do Memorial da Anistia Política do Brasil, financiado pelo Ministério da Justiça, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte.

No último dia 2 de outubro, o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier, foi encontrado morto em um shopping de Florianópolis. Em 14 de setembro, ele havia sido preso pela PF na chamada operação Ouvidos Moucos, que investigava o desvio de mais de 80 milhões de reais em programas de educação a distância. Para a prisão, segundo a própria PF, foram mobilizados 115 policiais.

Em 18 de agosto, a juíza federal de Santa Catarina  Priscilla Mielke Wickert Piva acolheu pedido do Ministério Público Federal (MPF) para busca e apreensão de computadores no campus Abelardo Luz, do Instituto Federal Catarinense (IFC), além de celulares dos professores Ricardo Scopel Velho e Maicon Fontaine. Os docentes, que ocupavam postos na direção da entidade, foram afastados dos cargos. Eles foram acusados de “imposição ideológica e política” e “ingerência na gestão”.

Para o MPF, havia “diversas irregularidades no campus envolvendo a participação de integrantes do MST e a intensa imposição de ideologia política dentro do Instituto”. (pulsar/rba)

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