Em evento no Rio, Dilma faz análise da conjuntura do país um ano depois do golpe


Dilma Rousseff em evento na ABI (foto: Pulsar Brasil)

Dilma Rousseff em evento na ABI (foto: Pulsar Brasil)

Na última quinta-feira, dia 31 de agosto, completou um ano do golpe que retirou do poder a ex-presidenta Dilma Rousseff. Um ano depois da histórica sessão do Senado Federal que cassou o mandato político de Dilma por 61 votos contra 20 o que mudou?

Além dos cortes em programas sociais, do congelamento de investimentos na Saúde e Educação pelos próximos 20 anos e da aprovação da reforma trabalhista, que ataca direitos  conquistados  pelos trabalhadores brasileiros, há a implementação de um projeto político-econômico que entrega as riquezas naturais do país  para o capital estrangeiro e põe em risco a sobrevivências de povos originários do território brasileiro.

O cenário de perdas sociais para a população não para de crescer a cada dia. Mas o que está em jogo em todo este processo de avanço da política neoliberal que neste último ano promoveu um desmonte social no Brasil? Com o intuito de possibilitar uma análise aprofundada sobre o presente e o futuro do maior país da América do Sul, o jornal Brasil de Fato e o mandato do deputado federal Wadih Damous (PT) realizaram um encontro com Dilma Rousseff na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no Rio de Janeiro.

Em seu discurso que durou mais de uma hora e 20, a ex-presidenta destacou o papel da elite brasileira na realização do golpe e, principalmente da mídia. Segundo Dilma, o oligopólio dos meios de comunicação é um dos maiores problemas enfrentados pelo país. Para ela, a regulação econômica da mídia é essencial para assegurar a liberdade de expressão e de imprensa.

A ex-presidenta apontou que um dos principais produtos da ruptura democrática foi o crescimento da extrema-direita, simbolizada pela candidatura à Presidência da República de Jair Bolsonaro (PSC). De acordo com Dilma, a destruição do centro-direita está sendo articulada também por setores privilegiados do país.

Além disso, Dilma fez críticas à privatização das empresas públicas e à justiça brasileira. A ex-presidenta apontou que é necessária uma reflexão para compreender o caminho de consolidação da democracia. Para Dilma, a anistia recíproca  fez com que os torturadores não fossem julgados e condenados e isso coloca em questão o modelo de democracia vigente no Brasil.

O evento que lotou o auditório da ABI contou também com a participação de parlamentares como a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), do senador Lindberg Farias (PT) e de representantes de movimentos sociais. (pulsar)

Audios:

Faça um comentário

+ 69 = 75