Desmatamento silencioso da Caatinga intensifica desertificação do semiárido brasileiro


(imagem: reprodução)

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Mais de 50 por cento das áreas do semiárido brasileiro já “estão com processo de desertificação acentuado”, e cerca de 10 a 15 por cento do território enfrenta uma situação de desertificação severa. De acordo com o pesquisador Lêdo Bezerra de Sá, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), a soma das extensões de terras degradadas no Ceará, na Bahia e em Pernambuco equivale a 63 mil quilômetros quadrados de desertificação.

Para o engenheiro florestal, no Brasil a desertificação no semiárido tem se agravado devido ao desmatamento na Caatinga. Além disso, a irregularidade das chuvas contribui para que a degradação seja ainda mais acentuada em algumas regiões.

Segundo Lêdo Bezerra, o maior polo de produção de gesso do país, por exemplo, localizado em Araripe, no Ceará, responsável por 95 por cento do total, utiliza energia de biomassa, mas aproximadamente “50 por cento dessa energia é oriunda de desmatamentos ilegais e clandestinos.

Entre as soluções para tentar reduzir a desertificação, o pesquisador chama atenção para a necessidade de investir em planos de manejo florestal sustentável para a Caatinga, de modo a utilizar o bioma de “forma contínua e sustentável” e recuperar as áreas degradadas, que levam de 30 a 40 anos para serem regeneradas. (pulsar/ihu)

 

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