Depois de Belo Monte, extração de ouro ameaça volta grande do Xingu


Mina de ouro na região seria a maior do país. (foto: omarsabbagfilho)

A mineradora Belo Sun pretende extrair ouro na volta grande do Xingu, mesma área em que as águas do rio estão sendo desviadas na construção da usina de Belo Monte. O Ministério Público Federal (MPF) no Pará alerta sobre irregularidades na concessão da licença ao empreendimento.

O órgão enviou duas recomendações à Secretaria de Meio Ambiente do estado: uma sobre impactos ambientais e outra mencionando a falta da consulta prévia, livre e informada às comunidades indígenas da região antes de qualquer licenciamento, um direito constitucional.

O Ministério cobrou uma avaliação sinérgica, ou seja, dos impactos da mineração acumulados com os da hidrelétrica no rio Xingu. Recomendou ainda que seja avaliado se a fragilidade imposta por Belo Monte permite a presença de mais um grande empreendimento.

Além de escavações, o órgão lembra que a mineração promove deslocamentos populacionais e manuseio intensivo de substâncias poluentes. Esses, entre outros possíveis impactos, se somariam aos da hidrelétrica, que deve reduzir em mais de 70% o volume de água do Xingu.

Além disso, de acordo com o Instituto Socioambiental (ISA), a mineração afetaria diretamente os povos indígenas da região. Entre as Terras Indígenas (TIs) impactadas, está a Paquiçamba, que fica a menos de 10 quilômetros de onde seria feita a exploração de minério.

O plano da Belo Sun é montar a maior mina de ouro do Brasil na região, com previsão de exploração durante 12 anos. Além das recomendações sobre o empreendimento, protocoladas na última semana, o Ministério Público solicitou realização de uma audiência pública na cidade paraense de Altamira sobre o projeto da mineradora. (pulsar)

Um comentário

  1. francisco veras de sousa sobrinho says:

    qUEM ESTÁ POR TRÁS DESSES PROTESTOS, SÃO AS ONG´S, QUE NÃO TEM NENHUM INTERECE NO DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO. O POVO DAQUELA REGIÃO SERÁ BENEFICIADO COM AS OBRAS DE INFRAESTRUTURAS, QUE TRARÁ DESEVOLVIMENTO PARA REFGIÃO, MORO EM UMA REGIÃO DO GRADE CARAJÁS, QUE SE NÃO FOCE O INVESTIMENTO DA UMA GRANDE MINEREDORAS, CONTINUARIAMOS ESQUECIDOS PELOS INVESTIMENTOS DO ESTADO.

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