Crise na Uerj afeta principalmente estudantes de baixa renda


Restaurante universitário está ocupado desde o dia 26 de setembro (foto: Tomaz Silva / Agência Brasil)

Restaurante universitário está ocupado desde o dia 26 de setembro (foto: Tomaz Silva / Agência Brasil)

Pioneira em programas públicos e sociais que transformaram a realidade brasileira, como as cotas raciais que democratizaram o acesso à educação pública e a idealização do Sistema Único de Saúde, o SUS, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Uerj, passa pela sua pior crise de financiamento desde a sua criação em 1950.

Atualmente, estudantes, servidores e professores lutam para manter as portas da instituição abertas para a sociedade. O Restaurante Universitário da Uerj, no bairro do Maracanã, foi uma conquista dos estudantes que ocorreu em 2009 e que está fechado desde o início do ano por conta de falta verba.

Jessica Ribeiro é aluna do curso de Pedagogia da Universidade e integra o Diretório Central dos Estudantes da Uerj (DCE). Segundo ela, a não reabertura do Bandejão tem causado um prejuízo para mais de quatro mil estudantes que dependem diretamente do Restaurante Universitário. Os mais prejudicados são os estudantes pobres, negros, cotistas e bolsistas.

Jéssica destaca ainda que a saída que os alunos encontraram para lidar com o fechamento do Bandejão foi levar para a universidade a refeição de casa, pois almoçar ao redor da Uerj é caro.

Desde o dia 26 de setembro o Restaurante Universitário está ocupado por um grupo de estudantes da Uerj que reivindicam melhores condições de funcionamento para toda a Universidade.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Uerj informou que o processo de licitação do Restaurante Universitário ainda está em andamento. No entanto, a reitoria da Uerj não divulgou um prazo final para a conclusão do processo. (pulsar/brasil de fato)

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