Cortes no orçamento do governo estagnam Reforma Agrária


(foto: Antonio Cruz/ Abr)

(foto: Antonio Cruz/ Abr)

Os cortes anunciados pela equipe econômica do governo federal há uma semana atingem o processo de Reforma Agrária no país. O contingenciamento de quase 70 bilhões de reais no orçamento da União para 2015 afetam cerca de 54 por cento dos recursos prioritários do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)

Entre todas as pastas afetadas pelos ajustes de gastos do governo, o MDA foi o sexto colocado em termos de corte proporcional. Essa posição acompanha a tendência de queda nos gastos do governo federal com o Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra), órgão que executa a política de desapropriação de terras e assentamento de famílias.

Segundo dados do Portal da Transparência, o Incra recebeu um bilhão e 408 milhões de reais em 2014. Este é o menor gasto desde 2005, quando o órgão recebeu um bilhão e 300 milhões de reais.

Para o integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Alexandre Conceição, o programa neodesenvolvimentista apresentado pelo atual governo chegou ao seu limite.

De acordo com Conceição, Dilma Rousseff  já entrou pra história do Brasil como a pior presidenta do período recente para os trabalhadores  Sem Terra. Segundo ele, o seu governo foi responsável por paralisar a Reforma Agrária, retomar as teses do Banco Mundial, que nos últimos quatro anos burocratizou os processos de desapropriações, fazendo com que menos de quinze mil famílias fossem assentadas em todo Brasil em 2014. (pulsar/mst)

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