Coronel Ustra e outros três responderão pela morte do jornalista Merlino durante a ditadura


(foto: reprodução)

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O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra e outros dois militares pela morte do jornalista e militante político Luiz Eduardo da Rocha Merlino, em julho de 1971, durante a ditadura. Merlino era integrante do Partido Operário Comunista (POC) e foi morto após intensas sessões de tortura nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do II Exército (DOI), em São Paulo.

Além de Ustra, foram denunciados o delegado Dirceu Gravina e o servidor aposentado Aparecido Laertes Calandra, que são acusados por homicídio doloso qualificado. O médico legista Abeylard de Queiroz Orsini, que assinou laudos sobre o óbito do jornalista, também foi denunciado e responderá por falsidade ideológica.

Além da condenação por homicídio doloso e falsidade ideológica, o Ministério Público quer que Ustra, Gravina, Calandra e Orsini tenham a pena aumentada devido a vários agravantes, como motivo torpe para a morte, emprego de tortura, abuso de poder e prática de um crime para a ocultação e a impunidade de outro.

Os procuradores destacam que os crimes que levaram à morte do jornalista não estão prescritos e citam uma decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos que determina que o Brasil não crie obstáculos para punir crimes contra a humanidade. (pulsar/brasil de fato)

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