Contra as reformas trabalhista e da Previdência, greve é registrada em todo o país


(foto: Gibran Mendes)

(foto: Gibran Mendes)

A segunda greve geral contra as reformas trabalhista e da Previdência, ambas propostas pelo governo de Michel Temer, convocada para esta sexta-feira (30), atingiu principalmente os setores de transporte em algumas capitais e inúmeras rodovias em todo o País.

No Distrito Federal, a greve desta sexta-feira teve adesão de diversas categorias, como metroviários, rodoviários, professores da rede pública e vigilantes. A Esplanada dos Ministérios foi alvo de uma intensa operação de segurança para evitar atos como o de 28 de abril, no qual edifícios governamentais foram atacados. Os policiais militares montaram vários cordões de revista nos acessos de pedestres ao local e até mesmo os funcionários dos ministérios foram abordados.

Por todo o Brasil, houve trancamento de vias, ou tentativas. Alguns dos alvos foram a BR-101, no Recife e em Sergipe; a BR-110, na altura do município de Paulo Afonso, na Bahia; a Rodovia do Xisto, entre Curitiba e Araucária, no Paraná; a BR-287, na altura de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, durante ato na BR-101, na altura do município de Navegantes, dois manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MST) foram presos, “de forma arbitrária”, segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Assim como em Brasília, o setor de transportes se mobilizou em Fortaleza e Belo Horizonte. Na capital cearense houve paralisação de motoristas e cobradores de ônibus e um ato do sindicato dos trabalhadores da construção civil. Em Belo Horizonte, os metroviários aderiram à greve e houve muitos protestos na região metropolitana, a maioria organizados pela CUT e pelo Movimento de Luta dos Bairros, Vilas e Favelas (MLB). No interior de Minas Gerais também houve atos em rodovias federais, como a BR-267 (altura de Juiz de Fora), BR-381 (em Itatiaiuçu) e BR-135 (em Montes Claros).

Em São Paulo, sem a adesão do setor de transportes, que liderou o protesto de 28 de abril, ao lado de professores das redes pública e privada, o movimento foi fraco pela manhã na capital. No Rio de Janeiro, houve diversos bloqueios em rodovias.

O texto da reforma trabalhista altera profundamente as relações de trabalho no Brasil, ao regulamentar o trabalho intermitente, acabar com a contribuição sindical, enfraquecer a Justiça do Trabalho e fazer acordos coletivos prevalecem sobre a legislação, entre outros pontos. Já as mudanças na Previdência podem dificultar o acesso à aposentadoria de milhões de brasileiros. (pulsar/carta capital)

 

 

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