Conflitos agrários no Pará: organizações sociais e religiosas se reúnem com Incra, Ministério da Justiça e PF em Brasília


Conflitos agrários no Brasil atingem altos patamares (foto: reprodução)

Conflitos agrários no Brasil atingem altos patamares (foto: reprodução)

Representações do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH), organizações da sociedade civil e religiosas participam de três reuniões, em Brasília, nesta sexta-feira (19), para tratar de questões referentes à violência no campo no sul, sudeste e sudoeste do Pará e à iminência de novos conflitos no estado.

Essas representações integraram uma Missão Ecumênica no Pará, em novembro de 2017, quando visitaram diversas áreas em conflitos, incluindo o Acampamento Jane Júlia onde, em maio de 2017, dez trabalhadores rurais foram executados por policiais civis e militares. As audiências são desdobramentos das visitas realizadas à região.

Na Ouvidoria Agrária Nacional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) serão tratados assuntos referentes as mais de 20 liminares de despejos expedidas no final de 2017 pelo juiz José Amarildo Mazutti, titular da Vara Agrária de Marabá, que desalojarão quase duas mil famílias no estado do Pará. Algumas dessas liminares já foram cumpridas no final do ano passado. É o caso do Acampamento Hugo Chávez onde mais de 300 famílias foram despejadas sem terem para onde ir. O local abrigava, inclusive, uma escola municipal em que mais de 150 crianças estudavam.

Já no Departamento de Políticas de Justiça do Ministério da Justiça será pedida, entre outras solicitações, a garantia de proteção aos sobreviventes do Massacre de Pau D´Arco bem como para os profissionais que atuam no caso e às famílias que reocuparam a área da Fazenda Santa Lúcia, local onde os trabalhadores foram mortos. (pulsar/cpt)

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