Complexo da Maré é ocupado no Rio de Janeiro e moradores seguem preocupados com as opressões


(foto: Atila Roque)

(foto: Atila Roque)

Por volta das 5 horas da manhã do último domingo (30), as polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro iniciaram o processo de ocupação das 15 comunidades que formam o Complexo da Maré, com 130 mil habitantes, na zona norte da cidade. Durante a operação, foi utilizado um efetivo de mil e 180 policiais militares e 130 policiais civis, que receberam o apoio de policiais federais e rodoviários além de 250 fuzileiros navais. De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Segurança do Estado, foram 118 pessoas presas.

Catorze blindados da Marinha e um blindado do Batalhão de Polícia de Choque foram usados. Mesmo com a ocupação, durante a tarde houve confronto entre duas facções, o que resultou na morte de um adolescente de 15 anos.

Em páginas do Facebook, muitos moradores relataram invasões policiais em suas casas e reivindicaram a garantia dos seus direitos. Afinal, segurança pública deve existir em qualquer parte da cidade. Os moradores também se mostraram preocupados com a opressão das forças de segurança.

Como foi visto em outras ocupações de comunidades cariocas, uma das consequências é a migração dos traficantes para outras regiões do estado. Para o deputado estadual Marcelo Freixo, era natural que ao instalar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) sem um projeto mais ousado de integração de serviços públicos de qualidade, para além da polícia, houvesse um deslocamento da criminalidade para outras áreas.

Segundo a Polícia Militar, a data de entrada das forças federais será definida ainda esta semana. (pulsar)

Com informações da Agência Brasil.

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