Comissão Pastoral da Terra denuncia 23 assassinatos por conflitos agrários


(arte: latuff)

(arte: latuff)

Um levantamento realizado pelo Centro de Documentação Dom Tomas Balduino, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), constatou que desde janeiro foram registrados 23 assassinatos em conflitos no campo no Brasil.

Somente no mês de agosto, quatro lideranças morreram no Mato Grosso. Segundo Paulo César Moreira, da coordenação do CPT do estado, a violência tem foco em sindicalistas e lideranças e em muito dos casos as mortes poderiam ser evitadas se os órgãos públicos tivessem tomado alguma medida após as denúncias.

No último dia 16, Josias Paulino de Castro, presidente da Associação de Produtores Rurais Nova União (Asprounu), e sua mulher, Ireni da Silva Castro, foram mortos, a tiros de pistolas, no município de Colniza.

Maria Lúcia do Nascimento, ex-presidenta do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura de União do Sul e militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), foi assassinada no último dia 13, também a tiros. A militante morreu dentro do assentamento em que vivia, no município União Sul. Maria Lúcia lutava pela regularização de seu assentamento, Nova Conquista II, onde vivem 25 famílias.

 Diante dessa situação, o governo estadual criou uma equipe de trabalho, liderada pela delegacia-geral da Polícia Civil, com o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, para apurar os crimes. (pulsar / mst)

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