Com pressão popular, Câmara adia votação do PL da Terceirização para a próxima semana


(foto: Gustavo Lima)

(foto: Gustavo Lima)

Em um dia marcado por tensão, mas também por muitos acordos, a Câmara dos Deputados chamou a atenção por, pela primeira vez nesta legislatura, oposicionistas e deputados da base aliada se posicionarem juntos no pedido para retirada da pauta de apreciação em plenário do Projeto de Lei (PL) 4.330, que regulamenta a atividade de terceirização. O acordo levou ao adiamento da votação da matéria até a próxima quarta-feira (22).

Na opinião da maior parte das lideranças partidárias que atuaram no sentido de mudar o teor do projeto, a mudança de comportamento dos deputados é reflexo da pressão feita nas ruas, pelas centrais sindicais e pelas mídias sociais.

O acordo entre os líderes partidários garantiu a aprovação simbólica da emenda que pediu o adiamento e o compromisso dos partidos de não obstruir as outras matérias pendentes na casa até esta data. Foi uma forma, também, de conter os ânimos acirrados de vários parlamentares que começaram a trocar acusações nas últimas horas e a substituir o discurso sobre o PL por comentários, em seus pronunciamentos, relacionados a outros temas.

O clima ao longo do dia foi de confusão entre os deputados, muito mais do que a orientação das bancadas partidárias. No DEM, por exemplo, enquanto o líder, Mendonça Filho (PE), defendeu diretamente a aprovação do PL ainda na noite da última quarta-feira (15), mantendo a terceirização em todos os setores, vários deputados do mesmo partido disseram em reservado para colegas estarem dispostos a votar na emenda que muda o texto e permite a terceirização apenas na atividade-meio. O mesmo aconteceu em relação a deputados do PMDB.

Já no PSDB, a situação foi diferente porque a própria legenda garantiu, na última terça-feira (14), a retirada da atividade-fim das empresas públicas, sociedades de economia mista e suas subsidiárias. (pulsar/rba)

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