Com ameaça de despejo, Museu da Maré realiza caminhada neste sábado


(imagem: reprodução)

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No próximo sábado (18), o Museu da Maré, localizado em um dos maiores complexos de favelas do Rio de Janeiro, convoca uma caminhada de resistência para evitar que o projeto de oito anos seja despejado. O museu é coordenado pelo Ceasm (Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré), que utiliza o espaço para trabalhos voltados para memória e promoção da cultura na comunidade desde 2003, quando foi cedido pela empresa Libra S/A.

De acordo com Claudia Rose Ribeiro, uma das fundadoras do Ceasm e do museu, o contrato de comodato com a empresa proprietária do imóvel tinha validade de 10 anos, podendo ser prorrogado. Para a surpresa de todos, em junho de 2014 a Libra S/A solicitou a devolução do terreno com a justificativa de que não havia mais interesse dos acionários.

Segundo Claudia, com a possibilidade de perder um espaço de extrema importância para os moradores da Maré, a mobilização de resistência começou com abaixo-assinados; divulgação de carta de apoio de diversas instituições parceiras, inclusive internacionais; “tuitaços”; além de apoio da própria comunidade e de militantes da área cultural. A principal reivindicação, que será lembrada no ato deste sábado, é a desapropriação do terreno, com pagamento de indenização por alguma instância de governo, ainda não definida pelos organizadores.

O Museu da Maré atende cerca de 400 pessoas por mês em suas atividades culturais, de arquivo e memória, artesanato e informática, por exemplo. Claudia ainda conta que desde o dia 18 de setembro deste ano o acervo do museu foi tombado pelo Conselho de Patrimônio da Cidade do Rio de Janeiro.  A concentração da caminhada está marcada para as três horas da tarde no próprio museu, porém o espaço realiza atividades abertas durante todo o dia. (pulsar)

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