Chacina de Colniza: um ano depois, indiciados pelos crimes ainda não foram julgados


(foto: Agência Brasil)

(foto: Agência Brasil)

A chacina de Colniza, em Mato Grosso, completa um ano e o madeireiro acusado de ter ordenado os assassinatos continua foragido. Ainda não há data para julgamento dos cinco indiciados pelos crimes.

O empresário do ramo madeireiro Valdelir João de Souza nunca foi preso. Conhecido como Polaco Marceneiro, ele é acusado de ter ordenado os crimes contra trabalhadores rurais, na Gleba Taquaruçu do Norte, a 250 km da sede do município de Colniza. Outros quatro homens são apontados como os executores do crime. Apenas dois dos acusados estão presos.

O motivo seria o interesse de Polaco em explorar madeira e minério na área. Cristiano Cabral, coordenador da Comissão Pastoral da Terra em Mato Grosso, afirma que o fato do possível mandante ainda estar solto deixa as famílias que vivem na área apreensivas. Cristiano denuncia a impunidade com relação aos crimes cometidos contra trabalhadores rurais.

Segundo ele, desde 1985 até agora, quando a CPT começou a organizar dados, foram 136 pessoas assassinadas no campo só no Mato Grosso. Destas 136, nenhum mandante foi preso. Cristiano conta que os fazendeiros, os grileiros de Mato Grosso  sabem que compensa matar, porque a impunidade é muito forte.

No dia 19 de abril de 2017, um grupo encapuzado atacou o local onde viviam cerca de cem famílias. Nove pessoas foram assassinadas com tiros e golpes de facão, algumas chegaram a ser decapitadas.

Uma das testemunhas da chacina relatou à Justiça que as vítimas foram mortas trabalhando, algumas com um bornal de comida do lado e garrafa de água pendurada no ombro.

Na justiça, em novembro do ano passado, houve a primeira audiência de instrução, quando o juiz Ricardo Frazon colheu o depoimento de testemunhas. O julgamento do caso não foi marcado. (pulsar)

*Informação da Radioagência Nacional

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