Cerca de 60% dos jovens brasileiros querem mais investimentos em ciência, revela Fiocruz


Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

60% dos jovens brasileiros são favoráveis ao aumento dos investimentos do país na ciência, é o que diz pesquisa divulgada nesta segunda-feira (24) na Fiocruz, Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

O estudo é do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia voltado para a Comunicação Pública da área, que ouviu 2.206 pessoas com idade entre 15 e 24 anos, em todas as regiões do país.

As entrevistas foram realizadas entre março e abril deste ano, em visitas domiciliares. A margem de erro é de 2%. 34% dos entrevistados defendem manter os atuais valores de investimentos na área e apenas 5% acham que repasses às pesquisas científicas devem ser reduzidos.

Um dos coordenadores do estudo, o sociólogo Yurij Castelfranchi, ressaltou que na pergunta sobre o que os jovens achavam do repasse de investimentos em Ciência e Tecnologia, o enunciado deixava explícito que os recursos de qualquer governo são limitados e que gastar mais em alguma área, significaria gastar menos com outras.

A pesquisa também mostrou que quase 69% dos jovens acham que a ciência traz muitos benefícios, 27% alguns benefícios e 4% poucos benefícios.

Os jovens também apontaram, diante de uma lista, as categorias nas quais mais confiavam.

Professores ocupam o topo da lista com 50%, seguidos dos médicos e cientistas de universidades ou institutos públicos. Na pergunta de forma invertida, em quais categorias o entrevistado confiaria menos, os políticos ocupam a primeira posição com mais de 80% das citações. Artistas, jornalistas e religiosos vêm na sequência. Os cientistas de universidades públicas são citados por apenas 1,6%.

A pesquisa investigou ainda o interesse dos jovens brasileiros na ciência: 80% disseram que se interessam pelo meio ambiente, 74% por medicina e saúde e 67% por ciência e tecnologia.

Um dado que chamou a atenção na pesquisa foi que apenas 5% dos jovens lembraram o nome de algum cientista brasileiro.

O astronauta Marcos Pontes, atual ministro da Ciência e Tecnologia, foi o mais citado. Além disso, 87% dos entrevistados não conseguiram mencionar nenhuma instituição brasileira que faz pesquisa científica. (pulsar)

*Informação Radioagência Nacional

 

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