Camponesas ocupam áreas de empresas de celulose na Bahia


Deserto verde: concentra terras e destrói biodiversidade. (foto: globalvoices)

Mais de mil e 200 camponesas ocuparam nesta segunda-feira (4) uma área da Veracel Celulose no município baiano de Itabela. Outras 200 famílias entraram em duas propriedades da Suzano Celulose em Teixeira de Freitas, também no estado da Bahia.

De acordo com informações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), as ações fazem parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres da Via Campesina, quando ocorrem uma série de atividades em todo o Brasil.

O objetivo é denunciar a ofensiva do agronegócio e os impactos ambientais e sociais que empresas de eucaliptos provocam na vida da população e no meio ambiente. O movimento aponta que o monocultivo desta produção, conhecido como deserto verde, destrói espécies de plantas e causa degradação de recursos hídricos e dos solos.

Dados do Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul da Bahia (Cepedes) demonstram que, nos últimos 20 anos, as empresas Veracel, Fíbria e Suzano se apropriaram de aproximadamente um milhão de hectares só nessa região baiana.

Por isso, no combate a essa dominação, as ocupações realizadas na Jornada Nacional de Luta das Mulheres da Via Campesina visam a reforma agrária. As camponesas cobram do Estado investimentos na pequena agricultura e na produção de alimentos saudáveis. Elas realizam as ações no marco do 8 de março, Dia Internacional da Mulher. (pulsar)

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