Campanha “Olimpíadas sem apartheid” pede empresa de Israel fora da segurança do megaevento


(foto: Josi Pettengill)

(foto: Josi Pettengill)

Na última semana, diversas organizações internacionais lançaram, no Rio, a campanha “Olimpíadas sem apartheid”. O objetivo é pressionar o Comitê Olímpico a romper o contrato com a empresa de segurança israelense ISDS (International Security and Defense Systems), que será responsável pelo sistema de monitoramento e comunicação do setor de segurança do evento. Essa empresa participa ativamente do conflito entre Israel e Palestina, no Oriente Médio.

Somente em 2014, Israel foi responsável pela morte de mais de dois mil palestinos, em sua maioria civis, vítimas de bombardeios na Faixa de Gaza. O Rio de Janeiro já vive uma situação de extrema violência e as organizações participantes da campanha acreditam que a cidade pode sofrer ainda mais com a influência desses mecanismos de guerra.

De acordo com Maren Mantovani, coordenadora das relações internacionais da Stop the Wall, uma organização que luta pela derrubada da grande muralha construída pelo Estado de Israel na fronteira com a Palestina, “a ISDS é o braço internacional do modelo de repressão que Israel aplica contra o povo palestino. Ela é o símbolo dessa política de segurança dos israelenses”.

Entre as organizações a frente da campanha “Olimpíadas sem apartheid” estão a BDS (que defende o “boicote, desinvestimento e sanções” contra Israel), Stop the Wall e o Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas. (pulsar/brasil de fato)

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