Campanha mobiliza twitaço contra venda da siderúrgica TKCSA


Aporte público do BNDES está em jogo. (imagem: pacs)

Termina nesta sexta-feira (22) o prazo para o anúncio do novo dono da Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), localizada na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Contra a venda do empreendimento, a Campanha “Pare TKCSA” convoca um twitaço para hoje, das 15h às 17h.

Apoiada por mais de 100 movimentos sociais e organizações nacionais e internacionais , a Campanha classifica como “absurda a negociação de uma empresa que ainda não recebeu licença de operação”. E pede ainda pela reparação dos danos ambientais e sociais causados aos que vivem no entorno da Baía de Sepetiba.

Desde 2006, quando começou a se instalar na região, a transnacional acumula ações judiciais por violação de direitos humanos e ao meio ambiente. A TKCSA é objeto de duas ações penais pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

Mesmo assim, 73% da siderúrgica, que pertencem à alemã ThyssenKrupp, foram à venda. A principal interessada na compra é a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Assim como a mineradora Vale, que detém os outros 27% da TKCSA, a CSN foi privatizada nos anos 90, no auge do neoliberalismo.

Agora, tantos anos depois, a Campanha “Pare a TKCSA” denuncia o aporte de dinheiro público na compra da transnacional, já que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve desembolsar 4 bilhões de reais na negociação. Outros 2,3 bilhões foram aplicados pelo órgão na construção da siderúrgica, sendo que esse empréstimo ainda não foi pago.

Para a Campanha “Pare a TKCSA”, a licença de instalação da empresa deveria ser revogada. No lugar da planta industrial, a inciativa defende a construção de um Centro Universitário Eco Tecnológico voltado para o desenvolvimento dessa região da cidade do Rio de Janeiro. No twitaço de hoje, a recomendação é usar as hashtags: #PareTKCSA, #NãoaVendaTKCSA ,#BNDESforaDaTKCSA e #BaíaDeSepetibaPedeSocorro.(pulsar)

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