Brasil tem nona maior taxa de homicídio das Américas, diz OMS


Índice de homicídios no Brasil é o nono maior das Américas (foto: Agência Brasil/Fernando Frazão)

Índice de homicídios no Brasil é o nono maior das Américas (foto: Agência Brasil/Fernando Frazão)

O Brasil tem a nona maior taxa de homicídio das Américas, com um índice de 30,5 mortes para cada 100 mil habitantes, segundo dados de 2015. A informação consta de novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado no dia 17 de maio.

Entre os países das Américas, o Brasil só é menos violento que Colômbia, Venezuela, El Salvador e Honduras. Apesar disso, o indicador brasileiro teve leve melhora frente ao ano anterior, quando estava em 32,4.

De acordo com o documento, a situação do Brasil no que se refere ao número de homicídios proporcional à população é pior do que de países como Haiti e México, cujos índices, apesar de altos, são inferiores aos brasileiros.

Em relatórios anteriores, a OMS já havia afirmado que um dos principais impulsionadores das taxas de assassinato no mundo é o acesso a armas, com aproximadamente metade de todos os homicídios cometidos com armas de fogo.

O Canadá tem as menores taxas de assassinatos das Américas, com um índice de 1,8 homicídio para cada 100 mil habitantes. Outros países no topo da lista entre as menores taxas incluem Chile, Argentina, Cuba, Estados Unidos e Uruguai.

O documento apontou ainda que as taxas europeias são significativamente inferiores às das Américas, com grande parte dos países registrando índices menores de um para cada 100 mil habitantes. De acordo com o documento, a taxa de homicídios na Alemanha é de 0,7 para cada 100 mil habitantes, enquanto na Espanha é de 0,8.

A OMS estima que ocorreram 468 mil assassinatos no mundo em 2015, uma queda de 19 por cento frente ao ano 2000. Outras 152 mil pessoas foram mortas em guerras e conflitos em 2015, o equivalente a cerca de 0,3 por cento das mortes no mundo naquele ano.

Do total de homicídios cometidos em 2015, 80 por cento das vítimas eram do sexo masculino.

Os dados fazem parte do relatório “Estatísticas Globais de Saúde: Monitorando a Saúde para os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável)”. (pulsar/onu)

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