Brasil contabiliza 16 mortes de políticos por campanha eleitoral


Entre 1998 e 2016, foram 79 mortes de candidatos em campanha, uma média de 16 assassinatos por período eleitoral. (foto: pixabay)

Entre 1998 e 2016, foram 79 mortes de candidatos em campanha, uma média de 16 assassinatos por período eleitoral. (foto: pixabay)

A execução de Marielle Franco, vereadora do PSOL, o Partido Socialismo e Liberdade, no dia 14 de março deste ano reacendeu o debate sobre assassinatos por motivações políticas no Brasil. Marielle foi assassinada com 9 tiros quando voltava para casa na cidade do Rio de Janeiro, semanas antes de completar um ano e quatro meses no cargo legislativo concedido pelo voto de 46.502 eleitores.

Pesquisa recente divulgada pela Unirio, a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, revela que a violência contra políticos já está presente muito antes da posse. Entre 1998 e 2016, foram 79 mortes de candidatos em campanha, uma média de 16 assassinatos por período eleitoral. Felipe Borba, cientista político e professor da universidade explica que compilou  a relação de todos os candidatos que foram substituídos por óbito e investigou o motivo dessas mortes. Ele conta que só incluiu candidatos que há indícios e informações fortes de que houve um homicídio.

Borba acrescenta ainda que a maioria das mortes ocorrem em eleições municipais, sendo 63 delas de candidatos a vereador e em cidades com menos de 50 mil habitantes. Além disso, todos os estados e tendências políticas contabilizaram mortes.

O estado do Rio de Janeiro protagoniza o ranking das mortes de candidatos em campanha com 13 assassinatos, seguido de São Paulo, com 10 homicídios de políticos.

Durante a última eleição no Rio de Janeiro, em 2016, houve 5 mortes de candidatos em campanha, porém na pré-campanha foram assassinadas 13 pessoas, segundo dados do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral. Entre dezembro de 2015 e agosto de 2016, 20 pré-candidatos foram assassinados no Brasil. A maioria no estado do Rio de Janeiro.

Rodrigo Azevedo, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública destaca as mortes no estado fluminense como exemplos da violência sendo utilizada como ferramenta de disputa política e da inabilidade do estado brasileiro em encontrar e punir os assassinos. (pulsar/brasil de fato)

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