Bolsonaro é recebido com protestos na Argentina


Ato “Argentina rechaça Bolsonaro” (foto: Pulsar Brasil)

Na última quinta-feira (6), milhares foram às ruas de Buenos Aires, na Argentina, para protestar contra a visita de Jair Bolsonaro (PSL), numa agenda bilateral com o presidente do país vizinho Mauricio Macri. A mobilização foi chamada por diversas organizações políticas e de direitos humanos, movimentos populares e culturais, como as Mães da Praça de Maio Linha Fundadora, coletivo Nenhuma a Menos, Frente de Esquerda e dos Trabalhadores  e Central dos Trabalhadores da Argentina.

De acordo com os organizadores, “a violência que [Bolsonaro] emite, negando os crimes contra a humanidade das ditaduras latino-americanas,  coloca em perigo a continuidade democrática de um dos países com maior peso na nossa América Latina”.

Na Praça de Maio, local tradicional de mobilização na capital argentina, os manifestantes participaram do festival cultural “Argentina Rechaça Bolsonaro” e mandaram o recado de que “seu ódio não é bem-vindo aqui”.

Durante o ato a Pulsar Brasil conversou com a cantora e artista brasileira Shirlene Oliveira, que vive em Buenos Aires há sete anos. Para ela, essa mobilização “é primordial porque vivendo aqui na Argentina eu aprendi a tomar muito mais consciência política do que, inclusive, infelizmente, no Brasil. E essa mobilização de hoje foi feita assim entre muitos coletivos políticos daqui e convocando a tempo inimaginável e veio um montão de gente porque as pessoas realmente repudiam a presença do Bolsonaro, repudiam o que ele representa não somente pro Brasil, mas o que ele vem tentando fazer aqui junto ao Macri, que também tem o mesmo tipo de ideologia, tem o mesmo tipo de visão, que é justamente ceder ao imperialismo norte-americano.”

A cantora acredita na importância de ir pra rua para barrar os retrocessos que Bolsonaro representa: “Então eu acredito extremamente que a gente tem que ir pra rua, que a gente tem que gritar, que a gente tem que se rebelar, mas é muito importante, eu acredito piamente que inclusive o Brasil está passando por esse maldito momento pra aprender a ir pra rua e gritar não!” (pulsar)

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