Aumento dos blocos de rua tem ligação com redemocratização do país


Blocos do Rio de Janeiro chegam a reunir 10 mil foliões (foto: flickr)

O aumento do número de blocos no carnaval de rua é um movimento que tem ligação direta com o fim da ditadura militar e a volta ao país dos exilados políticos. A opinião é de Rita Fernandes, presidenta da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Tereza e Centro da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, a Sebastiana.

De acordo com ela, os exilados políticos viram nos blocos uma forma legítima de voltar a ganhar as ruas da cidade. A associação é formada por 12 dos principais blocos do centro e da Zona Sul da cidade.

Em entrevista à Agência Brasil, Rita explicou que a retomada do carnaval de rua começou na década de 1980, com a redemocratização do país, quando os primeiros blocos começaram a sair. Segundo a presidenta da Sebastiana a cidade tem hoje cerca de 500 blocos registrados, fora os que não são ainda conhecidos. São pequenos grupos de bairro que saem pelas ruas espontaneamente.

Para Rita, o movimento gerado a partir da intensificação do carnaval de rua não tem volta. Ela ainda defende a intervenção do poder público não na organização do Carnaval como um todo mas para garantia de mais mais segurança e infra-estrutura aos blocos.

A Sebastiana foi fundada em 2000 por diretores de alguns dos mais tradicionais blocos de rua da cidade e surgiu da necessidade de encontrar soluções que viabilizassem os desfiles que começavam a crescer, alguns com mais de dez mil foliões. (pulsar)

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