Audiências de custódia no Rio libertam 32% mais brancos que negros ou pardos


(foto: reprodução)

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A possibilidade de um branco preso em flagrante ser solto ao ser apresentado ao juiz é 32 por cento maior que a de um negro ou de um pardo na mesma situação. A conclusão está no terceiro Relatório Sobre o Perfil dos Réus Atendidos nas Audiências de Custódia, elaborado pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro.

O percentual levou em conta casos registrados entre 18 de janeiro e 15 de abril deste ano. Neste período, houve, em média, 29 audiências de custódia por dia. De modo geral, segundo a Defensoria Pública, o relatório mostra uma significativa redução no número de liberdades concedidas na comparação com as duas pesquisas anteriores. O percentual passou de 40 por cento para 29 por cento, com 413 solturas,  mil e vinte uma prisões mantidas e 30 casos sem informação no período analisado nesta edição.

Entre  mil 464 réus atendidos nas audiências, 838  eram negros ou pardos. Desse total, 26 por cento tiveram o direito de responder ao processo em liberdade. Quando a análise é feita entre os 353 brancos que receberam liberdade provisória, o percentual sobe para 36 por cento.

Do total de réus levados à audiência, apenas 5 por cento eram mulheres, mas o percentual que teve liberdade concedida foi de 66 por cento, bem superior à média de 29 por cento. Entre as mulheres ouvidas por juízes, a maioria se declarou preta ou parda.O crime mais praticado por elas foi o furto, seguido dos tipos penais da Lei de Drogas. (pulsar)

*Informação Agência Brasil

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