Ato público marca os quatorze anos do maior vazamento de óleo do país


(foto: reprodução)

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Pescadores, ecologistas e integrantes de movimentos sociais realizam na próxima sexta-feira (17), no Rio de Janeiro,  um ato público para marcar os quatorze anos do pior vazamento de óleo ocasionado pela  Petrobras  na Baia de Guanabara. A principal reivindicação dos manifestantes é  o cumprimento da ação judicial que garante o pagamento das indenizações para as comunidades pesqueiras atingidas.

O acidente ecológico  ocorrido em 2000 é considerado o mais grave da história do Brasil. Ao todo um milhão e 300 mil litros de óleo da Refinaria Duque de Caxias (REDUC) vazaram para a Baía de Guanabara. Segundo o ecologista e integrante do Comitê de Bacias Hidrográficas da Baia de Guanabara, Sérgio Ricardo, o acidente causou o empobrecimento das comunidades tradicionais e a redução de  90% da produção pesqueira do local.

O ecologista destaca ainda que os conflitos socioambientais no estado do Rio foram potencializados após a  implantação Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, o Comperj, em Itaboraí. Ao todo quatro pescadores da cidade de Magé já morreram por  tentar impedir a implantação das obras da refinaria, que estão provocando sérios danos ao meio ambiente e prejuízo econômico para quem vive da agricultura e pesca.

De acordo com Ricardo, para impedir que novos conflitos ocorram, é preciso criar o zoneamento ecológico econômico e  a demarcação do território pesqueiro. Esta medida definiria as áreas de exploração petroleira, biodiversidade e pesca.

A manifestação está marcada para a próxima sexta (17),  às dez horas da manhã, na sede da Petrobras, localizada na Avenida Chile, no Centro do Rio.  Os manifestantes levarão redes de pesca sujas de óleo, pizzas de sardinha para serem distribuídos para a população e fotos do vazamento da época. O ato pretende impedir que  a tragédia ecológica caia no esquecimento e na impunidade. (pulsar)

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