Atingidos apoiam estudantes em escola ocupada de Mariana


Em todo o Brasil, já são mais de mil ocupações de escolas e universidades (foto: Maxwell Vilela)

Em todo o Brasil, já são mais de mil ocupações de escolas e universidades (foto: Maxwell Vilela)

Na última quinta-feira (3), atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, visitaram a Escola Estadual Dom Silvério, em Mariana, Minas Gerais. A escola está ocupada há três dias contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241. O ato de apoio e solidariedade aos estudantes secundaristas fez parte da programação do Encontro dos Atingidos “1 Ano de Lama e Luta”.

Anunciada pelo governo de Michel Temer em meados de agosto, a PEC 241 congela os investimentos em saúde e educação pelos próximos 20 anos, o que compromete o futuro dos serviços à população. Conhecida como “PEC do Fim do Mundo”, a medida gerou uma série de ocupações de escolas e universidades, que já somam mais de mil em todo o país. Agora no Senado, a PEC 241 passou a ser PEC 55.

Durante o bate papo com os 50 estudantes presentes na escola, trabalhadores da educação decidiram em assembleia apoiar a iniciativa dos jovens. Será elaborada uma carta pública, para esclarecer à sociedade que os estudantes estão comprometidos com a manutenção do espaço.

Começou também nessa quinta (3), em Mariana, o Encontro de Atingidos da Bacia do Rio Doce, que reúne 800 pessoas de diversas comunidades afetadas pela lama da Samarco. O encontro faz parte da jornada que marca um ano do rompimento da barragem de Fundão, ocorrido no dia 5 de novembro de 2015 no distrito de Bento Rodrigues. (pulsar)

*Com informações do Brasil de Fato e MAB

 

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