Atacar jornais e partidos de esquerda é estratégia para fazer reformas impopulares


(imagem: reprodução)

Para o analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antonio Augusto de Queiroz, a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) comprova que esta foi a eleição da “rejeição, do medo e da negação ao sistema político (tradicional)”. A renovação, nesse caso mais conservadora do ponto de vista moral e liberal economicamente, não teve a qualidade como critério de escolha majoritário.

“O segmento que mais se projetou nesta eleição, do ponto de vista da renovação, foi aquele que mais praticou a distribuição de fake news, de atribuir responsabilidades às pessoas, instituições e partidos que eram adversários, distorcendo informações e passando inverdades “, avalia Toninho.

Essa postura indicada pelos parlamentares eleitos e pelo próprio Bolsonaro continua, segundo o analista político, sendo colocada em prática, como mostram as últimas declarações do novo presidente feitas nessa segunda-feira (29), ameaçando a cúpula do PT e do Psol e a imprensa brasileira. Na análise de Toninho, discursos assim fazem com que os eleitores tirem o foco de sua agenda de propostas neoliberais, que são impopulares.

“A população não vai considerar suas propostas como legítimas ou aceitáveis, propostas que desconsiderem reivindicações, demandas, ou que retirem direitos. Para fazer esse tipo de mudança sem que haja uma mobilização muito grande, ele vai precisar escolher inimigos e vai logicamente eleger jornais e partidos de esquerda”, afirma. (pulsar/rba)

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