Assassinatos no campo subiram 105% desde 2003, aponta CPT


A impunidade é um dos fatores que fortalece a continuidade de crimes a lideranças rurais (foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A impunidade é um dos fatores que fortalece a continuidade de crimes a lideranças rurais (foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Enquanto a Comissão Pastoral da Terra (CPT) se preparava para divulgar, na última segunda-feira (16), os números de assassinatos por conflitos no campo no Brasil em 2017, mais um corpo foi encontrado.

No último domingo (15), o líder quilombola Nazildo dos Santos Brito, 33 anos, foi encontrado morto com tiros na cabeça e na costela, na Comunidade de Remanescentes de Quilombo Turê III, na divisa dos municípios de Tomé-Açu e Acará, no nordeste do Pará.

A polícia investiga o caso e suspeita que o crime tenha motivação política. Nazildo era ameaçado de morte por denunciar crimes ambientais.

Os dados da CPT, divulgados esta semana, demonstram que essa realidade só se agrava desde 2013, quando foram registrados 34 assassinatos. Em 2017, esses números cresceram 105 por cento, chegando a 70 execuções.

Em comparação com 2016, houve crescimento de 16 por cento. Os dados podem ser ainda piores, já que as mortes de 10 indígenas isolados do Vale do Javari, no Amazonas, em julho e agosto de 2017, ainda não foram confirmadas como assassinatos pelo Ministério Público Federal do Amazonas e Fundação Nacional do Índio (Funai).

O coordenador nacional da CPT, Ruben Siqueira, destaca que a violência no campo brasileiro é uma constante, conforme demonstram os levantamentos que a entidade faz desde 1985. Siqueira avalia que a curva ascendente de assassinatos a partir de 2013 está relacionada com a ofensiva empresarial por terras no Brasil. (pulsar/brasil de fato)

 

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