Apesar das críticas, ONU mantém intervenção militar no Haiti


(foto: reprodução)

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O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiu na última terça-feira (14) prorrogar por mais um ano a intervenção militar no Haiti. Nos últimos dias, organizações sociais latino-americanas promoveram diversas ações pelo fim das tropas no país. A resolução foi patrocinada pelos Estados Unidos e aprovada por unanimidade.

A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, conhecida como Minustah, é chefiada militarmente pelo Brasil desde 2004. Os métodos utilizados na operação são constantemente questionados e criticados por estudiosos e organizações de direitos humanos. Além das repressões cotidianas, denúncias de estupros cometidos por soldados também são frequentes. A população, contrária à presença militar, segue fazendo protestos e denunciando os abusos.

O Conselho ainda anunciou que reduzirá a quantidade de militares autorizados na missão de cinco mil e 21 soldados para dois mil 370. Já o contingente policial continuará sendo de dois mil 601 homens.

Uma carta em solidariedade à resistência do povo haitiano assinada por movimentos populares, organizações e entidades da sociedade civil, sindicatos, parlamentares e personalidades políticas exige à ONU e aos governos a imediata retirada das tropas estrangeiras que ocupam o Haiti. (pulsar/brasil de fato)

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