Aos 50 anos de sua morte, Marighella é lembrado como símbolo de resistência


(Foto: reprodução)

A morte do deputado federal, guerrilheiro comunista e fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN) Carlos Marighella completa 50 anos nesta segunda-feira (4). A data foi lembrada ontem na edição do Almoço da Resistência do Armazém do Campo, em São Paulo, que homenageou também Marielle Franco.

Na manhã desta segunda, simpatizantes e familiares do ex-dirigente – como a viúva Clara Charf e o filho Carlinhos – realizaram o já tradicional ato político na Alameda Casa Branca, local onde Marighella foi morto. Também hoje, às 18h30, será realizada sessão solene em memória do líder revolucionário na Câmara Municipal de São Paulo.

Uma figura “singular e multifacetada”. Assim é definido Marighella, um dos símbolos da resistência à ditadura civil-militar (1964-1985) e da defesa da soberania nacional, em entrevista com a atriz Maria Marighella e o advogado Aton Fon Filho, ex-militante da ALN, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

Maria, neta do guerrilheiro, lembra de como o avô se adaptava às lutas de cada período do Brasil, desde o governo Vargas até a ditadura dos militares. “É uma figura singular, multifacetada. Ele apresentava diversas maneiras de reagir a cada tempo. Sua luta era sempre a mesma, mas ele entendia cada tempo diferente e articulava a resistência nesses períodos”, conta.

Aton Fon resgata também o lado mais humano de Carlos Marighella, que segundo o advogado enxergava a importância em cada militante, dos iniciantes aos que tinham práticas políticas acumuladas. E cita a brasilidade do líder comunista, que sempre colocou em primeiro lugar a soberania nacional o interesse do povo brasileiro.

“O programa da ALN era a garantia da soberania nacional, cortar os laços com o imperialismo norte-americano, favorecer o desenvolvimento da cultura e educação. Muita gente dizia que era um plano comunista, pode-se dizer que sim, mas aquele programa garantia os direitos que todos os trabalhadores merecem ter”, explicou Fon.

Durante a ditadura, Marighella foi expulso do Partido Comunista do Brasil (o então PCB, pelo qual havia sido eleito deputado em 1945) e fundou a ALN, que seria uma das maiores organizações de resistência armada ao regime. O grupo foi responsável por ações como o sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, no Rio de Janeiro e a tomada da antena da Rádio Nacional, em São Paulo. (pulsar/rba)

*Reportagem completa no site da Rede Brasil Atual

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