Aldeia Kaiowá é atacada por jagunços armados no Mato Grosso do Sul


(foto: reprodução)

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Na tarde da última sexta-feira (3), jagunços armados atacaram as barracas de famílias Kaiowá que se encontravam em uma pequena sede de fazenda, ocupada pelo povo indígena desde o dia 22 de setembro. Na ocasião, 50 famílias Kaiowá, um total de aproximadamente 250 indígenas, não aguentando mais a fome e as condições desumanas de vida, retomaram uma pequena porcentagem da sua terra tradicional de Kurusu Ambá, localizada no município de Coronel Sapucaia, Mato Grosso do Sul, à procura de espaço para plantar.

Quatro sujeitos armados invadiram a sede da fazenda retomada pelos indígenas e atacaram a golpes de facão as barracas montadas pelas famílias Kaiowá. Os indígenas resistiram e conseguiram fazer com que os agressores batessem em retirada. Lideranças e jovens Kaiowá seguiram os pistoleiros pela estrada e denunciam que os viram se dirigir à sede de uma fazenda conhecida como “Madama”, onde entraram e se abancaram.

Há muito tempo as famílias Kaiowá vêm sistematicamente anunciando a presença de grupos armados no local. Apesar de uma determinação judicial, emitida no último dia 25 de setembro, exigir a presença da Polícia Federal no local, isso não aconteceu. Segundo os indígenas, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e todos os demais órgãos responsáveis por zelar e manter a segurança dos povos indígenas também estão ausentes.

Os Kaiowá reafirmam sua decisão de manter a pequena retomada e anunciam que resistirão até o fim em seu princípio, mesmo que custe suas vidas. Eles solicitam ainda que medidas de segurança sejam tomadas pelo governo federal por meio do Ministério da Justiça. (pulsar/cimi)

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