Agressão contra jornalistas desperta a preocupação de profissionais e entidades


Em ato realizado no Rio de Janeiro em 2013, profissionais de imprensa protestam contra ataques durante cobertura (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Em ato realizado no Rio de Janeiro em 2013, profissionais de imprensa protestam contra ataques durante cobertura (foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A violência contra profissionais de imprensa no exercício da função está no centro das preocupações de trabalhadores e entidades representativas. Na semana passada, diante da prisão do ex-presidente Lula (PT), o país registrou não só uma intensificação dos protestos de rua, mas também novas agressões contra profissionais que atuam na cobertura jornalística.

A fotógrafa free lancer Bárbara Cabral, que trabalha em Brasília, foi uma das vítimas. Na última quinta-feira (5), ao chegar ao local onde acompanharia uma manifestação, ela e a repórter com quem estava tiveram o carro da equipe atacado por manifestantes.

A fotógrafa conta que costuma cobrir manifestações sistematicamente desde 2013, quando houve um aumento dos protestos pelo país. Ela afirma que nunca havia sido agredida durante o trabalho.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), Paulo Zocchi, destaca que esse tipo de confusão é comum entre manifestantes dos diferentes espectros políticos.

As ocorrências de agressões se multiplicaram pelo país nos últimos dias, especialmente em São Bernardo do Campo, em São Paulo, que concentrou a cobertura da imprensa relacionada ao caso do ex-presidente Lula.

O Sindicato montou um esquema no final de semana para prestar apoio aos trabalhadores ameaçados. Entre a manhã de sexta-feira (6) e a noite de sábado (7), foram formalizadas três denúncias, mas diversos jornalistas relataram que foram hostilizados por manifestantes.

Os casos ocorreram com profissionais de diferentes veículos, entre eles UOL, Estadão, Globo, G1 e Rede TV. Preocupado com a situação, o Sindicato agendou uma assembleia para esta quinta-feira (12) para abordar o problema e discutir novas medidas de proteção ao exercício profissional.

Crítica do golpe de 2016, que depôs a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT), a entidade considera que a cobertura da grande imprensa no Brasil tem caráter partidário e de perseguição política ao ex-presidente Lula. Para o Sindicato, haveria ligação entre a linha editorial desses veículos e o contexto de agressão aos jornalistas, que piorou diante do acirramento das disputas políticas. (pulsar/brasil de fato)

 

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