A cada dois dias, cinco pessoas são mortas pela PM em São Paulo


Ato em memória do catador de recicláveis Ricardo Nascimento, assassinado pela Polícia Militar no dia 12 de julho (foto: Júlia Dolce)

Ato em memória do catador de recicláveis Ricardo Nascimento, assassinado pela Polícia Militar no dia 12 de julho (foto: Júlia Dolce)

No primeiro trimestre de 2017, cinco pessoas foram mortas por policiais militares no estado de São Paulo a cada dois dias. O número total de mortes chegou a 459 este ano e é o maior dos últimos 14 anos, um recorde na comparação com os primeiros seis meses dos anos anteriores. Em contrapartida, 30 policiais foram mortos no primeiro semestre deste ano, o menor número da série histórica, que se iniciou em 2001. O levantamento foi realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a partir de um compilação dos dados mensais da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e dos dados de mortes cometidas fora de serviço por PMs.

Para o pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, David Marques, os dados revelam que o governo estadual se utiliza de uma estratégia de violência para conter a violência. Ele pondera que “Não é verdade que as pessoas têm mais segurança porque os policiais estão matando mais”.

Segundo o pesquisador, a alta letalidade em ações da PM não atinge a sociedade de forma homogênea: “Está relacionada com o perfil de jovens, negros e pobres e em territórios específicos, periferias e algumas áreas centrais.”

Para o tenente-coronel de reserva da PM e pesquisador da USP (Universidade de São Paulo), Adilson Paes de Souza, a letalidade da polícia é uma política de Estado. Segundo ele, os policiais se sentem livres para atirar. (pulsar/brasil de fato)

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