De acordo com a Abraji, 35 profissionais da imprensa foram agredidos pela Polícia Militar durante os protestos contra a Copa do Mundo


(foto: mídia ninja)

(foto: mídia ninja)

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) divulgou na última segunda-feira (14) um balanço de agressões cometidas contra profissionais de mídia no período da Copa do Mundo, entre 12 de junho e 13 de julho, coletados pela entidade.

Neste mês, apenas em São Paulo, cinco protestos de maior projeção questionaram a realização do torneio e os abusos policiais cometidos contra manifestantes. Atos no Rio de Janeiro, em especial o realizado no dia de encerramento da Copa, em Belo Horizonte, no Rio Grande do Sul e no Ceará também resultaram em múltiplas agressões a jornalistas.

No total, 35 repórteres, fotógrafos e cinegrafistas foram alvo de violência policial, contra três casos de profissionais de mídia hostilizados por manifestantes. De acordo com o relato das vítimas, 22 casos de agressão por parte de agentes de segurança pública foram propositais. Apenas no último ato organizado por movimentos sociais no Rio de Janeiro, que levou a Polícia Civil a deter preventivamente 19 pessoas e terminou em enfrentamento com a Polícia Militar, o saldo foi de 14 jornalistas agredidos.

Os relatos de jornalistas dão conta de que, durante os protestos, a polícia avançou contra os profissionais de comunicação com chutes, socos, cassetetes, balas de borracha, bombas de gás e spray de pimenta; confiscou e destruiu equipamentos de fotografia e vídeo, violou a privacidade de celulares e computadores para coletar informações e interrompeu transmissões ao vivo de coletivos independentes de mídia.

Segundo a Rede Brasil Atual, levando em conta os casos de agressão contra comunicadores desde um mês antes dos protestos iniciados pela campanha do Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento da tarifa de trem, metrô e ônibus, foram 210 episódios de violência, dos quais 41 protagonizados por ativistas e 169 por policiais civis, militares, legislativos e guardas municipais. (pulsar/rba)

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