100 mil trabalhadores rurais entram em greve no Sertão


Trabalhadores rurais (foto: reprodução)

Trabalhadores rurais (foto: reprodução)

Na última quinta-feira (16) mais de 100 mil trabalhadores rurais assalariados da hortifruticultura cruzaram os braços na região do Vale do São Francisco, que compreende Pernambuco e Bahia. Os sindicatos avaliaram que estava impossível dar continuidade às negociações salariais, alegando que os empresários só propunham redução dos direitos conquistados nos últimos anos pela categoria. A última greve dos trabalhadores da hortifruticultura da região ocorreu há 13 anos.

Segundo os agricultores, os patrões querem retirar as conquistas das convenções coletivas. Entre as propostas dos empresários estão: o fim dos 45 dias de estabilidade, sem demissões, após a data base da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT); o fim do pagamento das horas extras, sugerindo a criação do “banco de horas”; o fim do pagamento das “horas in tinere”, que são as horas gastas no trajeto para o trabalho quando não há transporte público para o estabelecimento; e a classe patronal sugere ainda que os trabalhadores passem a arcar com as despesas do transporte para o local de trabalho. As negociações da campanha salarial tiveram início em janeiro.

Os trabalhadores decidiram, na terça-feira (14), deflagrar a greve, que teve início após o prazo legal de 48 horas. As negociações foram conduzidas pelos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STRs) de Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande, Inajá e Belém do São Francisco, em Pernambuco, pelos STRs de mais cinco cidades da Bahia; pelas federações de trabalhadores assalariados rurais de Pernambuco (Fetaepe), trabalhadores na agricultura de Pernambuco (FETAPE) e da Bahia (FETAG). Os trabalhadores reivindicam piso salarial unificado em  987 reais, cesta básica e um reajuste de 10 por cento para os que recebem salário acima do piso. (pulsar/brasil de fato)

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